segunda-feira, 30 de julho de 2012

Educação Musical: Série Pedagogias: Método Willems 6 - Atividades Musicais para Crianças


Atividades Musicais para Crianças


Carmen Mettig Rocha



Introdução:


É inegável a importância da música na vida da criança!
Os mais renomados pedagogos falaram da sua influência positiva no processo educativo e também da necessidade de vivenciá-la desde cedo. A escola com certeza é o local mais apropriado para oportunizar a todas as crianças, esta rica experiência .


Justificativa:

Através da música despertamos o interesse pelo mundo sonoro, desenvolvemos a capacidade auditiva,exercitamos a sensório motricidade, as cordas vocais, a respiração;trabalhamos o sentido corporal, gestual, aprimorando cada vez mais a sensibilidade para a arte musical.

A música tem um poder socializador, desinibidor,canalizando tensões, contribuindo efetivamente para o desenvolvimento psicosocial e afetivo da criança.

Importante é o papel da mãe e do professor na escola, que devem favorecer um bom ambiente musical para que possa despertar desde cedo o gosto “pela beleza” e pelo “bem feito”, requisitos indispensáveis para um trabalho artístico.

A escola será sempre responsável pela continuidade do processo, devendo oportunizar experiências musicais agradáveis e criativas para que a criança sinta-se cada vez mais receptiva e impulsionada nesta experiência musical.

Prática:

Devemos distribuir o horário disponível para 4 diferentes atividades:

1- A Canção
2- Desenvolvimento Auditivo
3- O Ritmo
4- Movimento Corporal ou locomoção

A Canção

A canção desempenha um papel muito importante no trabalho da iniciação musical.
Através dela, poderemos sensibilizar a criança, despertar sentimentos de beleza, exercitar o ritmo, o sentido de fraseado, iniciar o conhecimento do nome das notas, etc.
É preciso que o professor saiba escolher o repertório; bonito, simples e da compreensão da criança. Importante é a utilização correta da voz, sem esforço exagerado (cantando sem gritar), o que colabora para um resultado mais bonito, mais musical.

Podemos utilizar:

• Canções mimadas
• Canções para trabalhar o ritmo
• Canções para o movimento corporal
• Canções para a bandinha
• Canções de roda
• Canções do nosso folclore
• Canções com nomes de notas

O Ouvido Musical

O desenvolvimento auditivo é imprescindível à arte musical. A atenção, o interesse ao som colaboram para um “bom escutar”.
Existe um vasto material sonoro que pode ser utilizado na educação musical (sinos, apitos, brinquedos sonoros, instrumentos musicais e um vasto material de sucata. (baldes, latas, copos e forminhas plásticas, apitos de madeira etc)

Podemos realizar atividades como:

• Ouvir ruídos, sons da natureza, vozes de animais
• Ouvir e reconhecer material sonoro
• Reproduzir o som, a melodia, a canção
• Classificar os sons (grave/agudo)
• Casar sons iguais
• Ordenar sons (do mais grave para o mais agudo)

O Ritmo

Desde cedo devemos despertar o instinto rítmico da criança, a energia vital, o ritmo propriamente dito.
Aos poucos a criança vai incorporando o sentido do tempo, coordena os seus movimentos e trabalha a independência rítmica motora.

Atividades rítmicas:

• Batimentos livres
• Batimentos regulares
• Batimentos com acento (nome próprios, flores, animais, transportes etc.)
• Batimentos de frases, quadras e provérbios
• Batimentos com intensidades diferentes
• Batimentos com contagem
• Batimentos da canção (modalidades rítmicas - o tempo, o ritmo, a divisão e o dobro)
• Batimentos com movimentos corporais
• Batimentos rítmicos em jogos para coordenação rítmica motora


Movimentos Corporais e Locomoção

A criança se comunica espontaneamente através dos gestos; os movimentos corporais e as formas básicas da locomoção ( andar, correr, saltar, balancear) são ótimos recursos no trabalho da educação musical. A criança exercita o sentido espacial, a boa postura sempre inventando maneiras diversas de se movimentar e se locomover.


Atividades:

• Imitar movimentos
• Criar movimentos
• Andar seguindo a pulsação
• Andar, correr com paradas súbitas
• Andar, correr com mudança de direção
• Andar com contagem
• Andar cantando uma melodia
• Andar frases de música
• Correr e saltar
• Criar e realizar pequenas coreografias.

O professor de música deve ter entusiasmo pelo seu trabalho e utilizar sua criatividade em prol de um trabalho dinâmico e atraente, contribuindo para que a criança descubra e vivencie a beleza da arte musical.


Link Original: http://www.musicaiem.com.br/textos/atividades%20musicais%20para%20crianca.asp

domingo, 29 de julho de 2012

Cérebro de músicos tem mais substância


Cérebro de músicos tem mais substância


Os músicos têm mais massa cinzenta em determinadas regiões do cérebro, revela um novo estudo dos cientistas Dr. Christian Gaser, da Universidade de Jena (Alemanha), e Dr. Gottfried Schlaug, da Escola de Medicina de Harvard (Estados Unidos).

      


As diferenças entre os cérebros de músicos profissionais, de músicos amadores e de não-músicos
Ao comparar o cérebro de músicos profissionais, amadores e não-músicos, os cientistas constataram diferenças na quantidade de massa cinzenta de determinadas regiões responsáveis pela audição, visão e controle motor. Os resultados do estudo foram publicados na edição de outubro do renomado Journal of Neuroscience.


"Os músicos são objetos prediletos da pesquisa do cérebro", afirma o Dr. Gaser, pois tocar um instrumento é algo que começa desde criança e exige muito da audição e da motricidade fina das pessoas. Uma das particularidades da música é que os músicos precisam transformar rapidamente as informações visuais — as notas musicais — em movimentos dos dedos.
A pesquisa dos doutores Gaser e Schlaug constatou que as diferenças da estrutura do cérebro dos três grupos estudados — músicos profissionais, músicos amadores e não-músicos — estão relacionadas à intensidade do treinamento musical. Quanto melhor treinado o músico, maior é a proporção de massa cinzenta. Como se sabe, a quantidade da massa cinzenta é determinante no grau de inteligência de um indivíduo.


Ressonância magnética para medir o cérebro


Os cientistas utilizaram a tomografia por ressonância magnética para obter representações visuais em três dimensões do cérebro. Para isto o Dr. Gaser desenvolveu um novo método de medição, inspirado na eletrotécnica e na morfometria, que permite estudar a transformação temporal da "paisagem cerebral".


As imagens obtidas permitem deduzir, por exemplo, que os instrumentistas utilizam muito mais a mão esquerda do que as pessoas que não tocam nenhum instrumento. A principal conclusão do estudo é que a prática constante de um instrumento influencia de forma positiva o desenvolvimento do cérebro.


Ao que tudo indica, o efeito do treinamento musical no cérebro é semelhante ao da prática de um esporte nos músculos, afirma o Dr. Gaser.


Talento musical é nato ou adquirido?


A partir desses primeiros resultados, os dois pesquisadores querem agora resolver um dos principais enigmas da música: descobrir se o cérebro dos músicos é diferente desde o nascimento, e por isso é que eles se tornam músicos, ou se as diferenças de estrutura cerebral se desenvolvem em função do treinamento musical.


A partir deste ano, eles começaram a estudar o cérebro de um grupo de crianças americanas entre 5 e 7 anos de idade. Os meninos serão acompanhados desde o início de sua educação musical, durante três anos. Eles estão divididos em três grupos: o primeiro aprende a tocar um instrumento, o segundo freqüenta um curso de música mas sem aprender um instrumento e o terceiro grupo só freqüenta as aulas de música da escola.


O desenvolvimento do cérebro dessas crianças será documentado em intervalos regulares, através de imagens de ressonância magnética e do método de morfometria aperfeiçoado pelo Dr. Gaser. Isto permite detectar qualquer pequena transformação ocorrida em regiões específicas do cérebro.


Os cientistas esperam assim fornecer uma resposta definitiva à questão: por que os cérebros do músico têm mais substância?


Link: http://www.dw.de/dw/article/0,1564,1017888,00.html

terça-feira, 24 de julho de 2012

Artigos: Infantil ou infantilizado?

Texto escrito por: André de Sousa


Infantil ou infantilizado?




Na grande era da tecnologia em que vivemos, é um desafio para os educadores de todo país fazerem o resgate do folclore brasileiro das suas brincadeiras e suas canções.


Será possível competir com os computadores, os moderníssimos vídeo-games com jogos 3D, os desenhos japoneses e os “astros” da música teen pop?


Um claro exemplo de gravação que não ajuda neste processo é o cd Músicas folclóricas Brasileiras, da editora Abril, em parceria com a fundação Victor Cívita. Quando se assina a revista Nova Escola o cd vem como brinde, para que os pedagogos, professores de arte e educadores em geral possam utilizar em suas aulas nas escolas de todo país.




O cd contém 26 faixas, 13 canções de várias regiões brasileiras mais seu o playback, mas, o que não colabora com a curiosidade e interesse na escuta é a maneira como o mesmo foi gravado. Todos os sons são produzidos por um sintetizador, na faixa “A carrocinha” uma marcha de carnaval, na introdução uma flauta pícollo e um trombone fazem um solo enquanto uma bateria, baixo e piano elétrico sustentam a base, em seguida entra uma voz feminina entra cantando o tema. Bem, esta descrição enquanto aos instrumentos de sopro é uma mera suposição, ajudado pelo gênero da musica, pois seguindo somente o som sem acompanhamento, poderia se sugerir vários outros instrumentos. A maneira de cantar também infantilizada transparece uma boa intenção; a de ser musicalmente infantil.



As lojas estão cheias de CDs, DVDs “educativos”, “infantis”, mais na sua maioria não passam de uma maneira equivocada de interpretar o universo da criança, como se não pudesse conter musicas com arranjos elaborados, utilizando diversos timbres e instrumentos, abertura de vozes etc. A música tem se adequar aos tempos modernos, não disputando, mas, oferecendo elementos que a modernidade não aborda.
 

No Brasil há uma dezena de educadores musicais, que buscam de maneira criteriosa preencher estas lacunas, produzindo materiais que abordam o folclore, e também materiais pedagógicos, para que, ai sim, os profissionais de educação possam sem medo oferecer aos seus alunos um material artisticamente atraente, com conteúdo selecionado para fazer pesquisas, jogos e dinâmicas.
 

Podemos ver o trabalho da mineira Cecília Cavalieri França, educadora musical Ph. D, professora adjunta da UFMG, possui diversas publicações e dois CDs de canções infantis de uma série Poemas Musicais. O cuidado em que ela produz seus materiais é de uma incrível sutileza, o livro disponível com partituras para acompanhar o cd, é muito bem impresso em papel de qualidade e os cadernos que vão para as crianças, têm muitas cores e desenhos, sem ser confuso visualmente.



No cd Poemas Musicais: ondas, meninas, estrelas e bichos (2003), finalista do prêmio TIM 2004, na faixa “Maria fumaça” a criança é levada a um passeio, morro acima – morro abaixo através da utilização de cinco notas da escala de Re maior, já na introdução notamos uma atmosfera lúdica e muito bem ambientada pelos diversos instrumentos que compõem a faixa, o arranjo é muito bem elaborado e cheios de convenções, piano, cello e flautas comandam a Maria fumaça e a cada repetição o arranjo se refaz, a canção é cantada por um coro de crianças muito bem afinadas.




Esse é um dos muitos exemplos que podemos encontrar, uma musica de qualidade no texto, na instrumentação, no arranjo, nas estruturas e na gravação. Por que não colocar esses exemplos em evidência para que todos os educadores possam conhecer e terem acesso? Por que gastar tempo e dinheiro em publicações com pouca qualidade, e que, a poucos vão interessar?  Assim como na música dos adultos, as crianças vivem uma turbulência em busca de uma música que as possam representar, já que eles não podem lutar por isso, vamos nós os adultos protestar e exigir mais atenção na formação musical dos nossos pequenos.   

Link: http://www.ceciliacavalierifranca.com.br/inicio/

Link: http://ceciliacavalierifranca.blogspot.com.br/


André de Sousa

Educador Musical, formado em Licenciatura Plena em Música pela UNIFIAMFAAM, pós - graduando em Educação Musical pela Faculdade Cantareira, atualmente é professor do Projeto Guri Santa Marcelina, autor do Blog Musicaliza Brasil e colaborador do Música e Movimento.

Link: http://musicalizabrasil.blogspot.com.br/

Link: http://www.musicaemovimento.com.br/

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Educação Musical: Hambone percussão corporal

Texto escrito por: Pedro Consorte

Link original: http://fritosbr.wordpress.com/2012/04/20/a-percussao-corporal-como-recurso-musical-2/


HAMBONE (Juba Dance) é um estilo de dança rítmica, inventado por escravos afro-americanos que não podiam usar nenhum tipo de instrumento musical. Pelo fato de alguns escravos poderem se comunicar por meio da percussão de tambores, os comerciantes de escravos proibiram qualquer tipo de instrumento, o que acabou estimulando a utilização do próprio corpo. Nesta técnica, leves tapas no peito, coxas e pernas são combinados com batidas dos pés no chão e palmas.














sexta-feira, 13 de julho de 2012

Última chamada para as oficinas do mês de julho do Musica e Movimento!!!




Link: http://www.musicaemovimento.com.br/

Educação Musical: Jogos para Treinamento Auditivo



Pesquisadores da UFSCAR criam programas para treinar leitura de partitura, montagem de acordes e percepção de intervalos musicais (reprodução)

Jogos virtuais auxiliam no ensino de música

22/05/2012
Agência FAPESP – Uma equipe de pesquisadores da UFSCar está desenvolvendo uma série de jogos virtuais para facilitar o ensino de música. O objetivo principal é permitir que alunos dos cursos de Licenciatura em Música e Licenciatura em Educação Musical (oferecido na modalidade a distância) possam aprender de forma lúdica e agradável, mas os programas podem ser acessados por qualquer pessoa interessada.

Com base em pesquisas realizadas na instituição, quatro jogos foram desenvolvidos em 2011 por uma empresa de software. Eles possibilitam o aprimoramento da leitura de notas de partitura, a percepção de intervalos musicais e escalas musicais e a montagem de acordes.

Todos apresentam diferentes níveis de dificuldade e o conteúdo musical se torna mais completo e complexo a cada fase, possibilitando evolução no aprendizado. Além dos desafios, há uma seção de fundamentos na qual o usuário pode se aprofundar na teoria musical tratada.
Este ano mais um jogo foi desenvolvido pelo professor Glauber Lúcio Alves Santiago, do Departamento de Artes e Comunicação da UFSCar, e pelos ex-alunos Larissa Amurov Korsokovas e Terence Peixoto dos Santos, responsáveis pela concepção musical e conceitual dos quatro primeiros jogos.

Batizado de “Incrível Músico das Neves", o game trabalha conceitos musicais e, em sua primeira versão, apresenta o tema Intervalos Harmônicos.
Os cinco programas já estão sendo usados pelos alunos da UFSCar em algumas disciplinas do curso de Música. Podem ser acessados nas versões on e offline e também para dispositivos móveis que utilizem o sistema operacional Android. O endereço é http://educacaomusical.sead.ufscar.br/jogos

Link: http://educacaomusical.sead.ufscar.br/jogos/OIMN.php

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Pesquisas sobre o brincar

Confira a lista com links de instituições que estudam a relação das crianças com jogos e brincadeiras


Quem quer brincar?
Pesquisas produzidas pelo grupo de estudos sobre jogos e brincadeiras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

LABRIMP
Pesquisas desenvolvidas pelo Laboratório de Brinquedos e Materiais Pedagógicos da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

NEPSID
Informações sobre brincadeiras regionais, organizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Simbolismo, Infância e Desenvolvimento.

Jogos Antigos
O site disponibiliza a história de diversos jogos antigos, de mesa, quebra-cabeças, de tabuleiro.

Portal Cultura Infância
Pesquisas, teses, sites e blogs sobre brincadeiras e brinquedos realizados pelo PCI.

IPA Brasil Artigos produzidos pela sede brasileira da Associação Internacional pelo Direito da Criança Jogar.

Associação Internacional pelo Direito da Criança Jogar (em inglês)
A iniciativa da International Play Association (IPA) reúne uma grande variedade de projetos que promovem o direito da criança de brincar como um direito humano fundamental.

IPA Argentina (em espanhol)
Pesquisas recentes e em andamento feitas pela sede argentina da Associação Internacional pelo Direito da Criança Jogar.

Cátedra Nacional Aberta de Jogo (em espanhol)
Espaço de intercâmbio de informação, discussão e reflexão sobre a temática do jogo na Educação produzido pelo Ministério da Educação de Buenos Aires, na Argentina.

O Jogo (em espanhol)
Conceitos básicos sobre o jogo, breve biografia de estudiosos do tema e a perspectiva piagetiana do jogo.

Instituto de Investigação e Formação em Jogo (em espanhol)
A instituição traz em sua página artigos sobre o trabalho com jogos na escola.

Link Original: http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/sites-pesquisas-brincar-brincadeiras-599794.shtml?utm_source=redesabril_fvc&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_novaescola