domingo, 9 de dezembro de 2012

Educação Musical: Série Ritmos Brasileiros: Bossa Nova 3 - Johnny Alf



 
 
 

Dicas: Filme: Uma noite em 67


Filme do Festival de MPB da Rede Record em 1967, um festival que mudou a música brasileira!!!

Educação Musical: Série Ritmos Brasileiros: Bossa Nova 2 - Vinícius de Moraes


Dicas: Divulgando o I Musicalização no Verão do Música e Movimento


I Musicalização no Verão



I Musicalização no Verão
 
 
Em Janeiro 2013 em Parceria com a Jog Music e a Casa Santiago, o Música e Movimento promove mais um Encontro com Aulas para Educadores com o intuito de Capacitar e levar idéias na área da Musicalização. Você Escolhe as Aulas. Cada uma sai por R$ 50,00.
 
 
Datas: Sexta dia 18/01/13 a partir das 16:00 - Sábado 19 (dia todo), e Domingo 20 de manhã.
Local: Em São Paulo, Perdizes - Casa Santiago - Rua Des. Guimarães, 70
De 50,00 a 320,00 Reais dependendo do número de Aulas
 
 
 
(Mapa no final da página ou link para o Google Maps: http://goo.gl/maps/660RL)
Próximo ao Metrô Barra Funda e Terminal Intermunicipal

APOIO


ASSISTA NOSSO VÍDEO PROMOCIONAL DO EVENTO

 

 

ABERTURA: 18 de janeiro

Vagas:60 Carga Horária: 1 hora - Horário: Sexta Feira 16:00 - 17:00
ENTRADA FRANCA (Prioridade para os Inscritos nas Oficinas)
Descrição: Uma Abertura dos Eventos que vão ocorrer no final de semana falando um pouco sobre os novos Enfoques sobre a Educação Musical na Sala de Aula e diversas dinâmicas e vivências divertidas e. Na Abertura também falaremos um pouco sobre as Oficinas que irão acontecer e sobre os Cursos extensivos de formação que irão começar em Janeiro.
Coordenação: Equipe Música e Movimento


 

 

TURNO DE AULAS 1 - SEXTA, 18/01

Carga Horária: 2 horas Horário: 17:30 - 19:30 Vagas: 25 por Oficina Investimento: R$ 50,00 (até dia 15/12)


Sala1: BRINCADEIRAS, BAMBOLÊS, VOZ E CORPO

Os Bambolês desmontáveis que constroem formas muito mais além do que simples aros. Cenas, Esculturas e Sonoridades serão exploradas trazendo um Universo de magia musical. Os bambolês como casas de tabuleiro e criação de inúmeros jogos musicais para a sala de aula: a mais prática cadeira do aluno nas aulas de música.
Coordenação: Uirá Kuhlmann
Espaço: Sala do Átrio




Sala 2: MÚSICA CORPORAL E COMPOSIÇÃO CÊNICA

Uma Proposta de Vasculhar os Sons do Corpo, sejam eles percutidos, falados, cantados. Suas explorações de timbres, texturas e integrações somadas a Jogos Teatrais simples que visam despertar a qualidade do corpo coletivo no espaço/tempo. O resultado é uma composição cênico musical original onde as possibilidades jogadas são as principais estratégias para o educador repensar a Música, o Corpo e o Teatro na sua prática da Docência.
Coordenação: Charles Raszl
Espaço: Sala das Portas





TURNO DE AULAS 2 - SEXTA, 18/01

Carga Horária: 2 horas Horário: 20:00 - 22:00 Vagas: 25 por Oficina Investimento: R$ 50,00 (até dia 15/12)


Sala1: TEORIA MUSICAL COMO JOGO

Ensinar Teoria Musical de maneira mágica e cheia de atividades, jogos e desafios. Como trabalhar conceitos rítmicos e melódicos usando muito movimento, instrumento e voz. A percepção auditiva aliada a movimentos, espaço e tempo. Figuras rítmicas que se transformam em palavras e temas.
Coordenação: Uirá Kuhlmann
Espaço: Sala do Átrio



Sala 2: DANÇAS FOLCLÓRICAS DO MUNDO

Cada pais, cada povo tem os seus "sacolejos" . Nesta oficina vamos vivenciar algumas danças de outro lugares do mundo e conhecer as diferentes liguagens corporais. Dança em roda, com percussão corporal, filas, duplas, quartetos, canones... Trimiliques desconhecidos que transformam o nosso corpo e contam para a nós um pouco sobre este caldeirão cultural onde vivemos.
Coordenação: Estevão Marques
Espaço: Sala das Portas





TURNO DE AULAS 3 - SÁBADO, 19/01 DE MANHÃ 1

Carga Horária: 2 horas Horário: 08:00 - 10:00 Vagas: 25 por Oficina Investimento: R$ 50,00 (até dia 15/12)

Sala 2: PERCUSSÃO CORPORAL PARA CRIANÇAS

Uma Abordagem estapatupistimulante de envolver o aluno numa sala de aula com sua bateria portátil. O corpo e seus sons, suas sincronias e seu movimento. Do jogo corporal às descobertas timbrísticas. Da coordenação a Criação, repertório para diversas idades escolares.
Coordenação: Uirá Kuhlmann e Charles Raszl
Espaço: Sala do Átrio

 

Sala 2: COLHERIM

Sim! Colheres! Este simples objeto que usamos para comer é um instrumento percussivo popular em diversos lugares do mundo: Espanha, Turquia, Canadá, Colômbia, Irlanda, Rússia... Vamos tocar as colheres com técnicas de outros lugares do mundo e temperar com a nossa musicalidade brasileira. Bom apetite!
Coordenação: Estevão Marques
Espaço: Sala das Portas





TURNO DE AULAS 4 - SÁBADO, 19/01 DE MANHÃ 2

Carga Horária: 4 horas Horário: 10:30 - 12:30 Vagas: 25 por Oficina Investimento: R$50,00 (até dia 15/12)

Sala 1: DANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A proposta de utilizar a Dança Educativa para colaborar com o processo de ensino/aprendizagem do currículo escolar é possibilitar ao aluno o desenvolvimento de sua criatividade, socialização, expressão, cooperação com os colegas e autonomia. Num mundo de livre expressão, cabe ao professor ir inserindo o conteúdo à fim de que seu aluno possa desenvolver suas habilidades sensório-motoras, encontrando seu movimento natural e reconhecendo a forma de como seu corpo se constroi no espaço. A dança integra a Arte/ Saúde/ Educação, proporcionado um bem-estar à todos os participantes.
Coordenação: Daniella Forchetti
Espaço: Sala das Portas


Sala 2: A FLAUTA DOCE DE MANEIRA DOCE

Como saborear a flauta doce de forma gostosa e envolvente. Da vivência inicial com o instrumento às explorações divertidas da técnica de sopro e digitação, bem como a relação de uma leitura na pauta musical de forma gradual e lógica. Repertório e combinações de flautas.
Coordenação: Uirá Kuhlmann
Espaço: Sala do Átrio









TURNO DE AULAS 5 - SÁBADO, 19/01 A TARDE 1

Carga Horária: 2 horas Horário: 14:30 - 16:30 Vagas: 25 por Oficina Investimento: R$ 50,00 (até dia 15/12)


Sala 1: GAMES PERCUSSIVOS

As possibilidades e estratégias de se trabalhar instrumentos da antiga bandinha rítmica com novas sonoridades e timbres de outros pequenos instrumentos, utilizando brincadeiras rítmicas, ostinatos, imitação, pergunta e resposta, cânones, rondós, improvisos, criação e muita diversão.
Coordenação: Uirá Kuhlmann
Espaço: Sala das Portas


Sala 2: KODALY NOS MODOS E RITMOS BRASILEIROS

Algumas possibilidades de fazer bom uso das escalas modais tão comuns à música brasileira usando o sistema dó-móvel. Leitura de músicas brasileiras adaptadas ao solfejo relativo usado por Kodály, incluindo cânones e o uso de 2 a 3 vozes. Heranças de Portugal e África na canção brasileira. Pequenas soluções práticas para relativizar os conflitos entre o uso do sistema fixo e do sistema móvel.
Coordenação: Teco Galati
Espaço: Sala do Átrio




TURNO DE AULAS 6 - SÁBADO, 19/01 A TARDE 2

Carga Horária: 4 horas Horário: 17:00 - 19:00 Vagas: 25 por Oficina Investimento: R$50,00 (até dia 15/12)

Sala 1: BOOMWHACKERS!

O Uso dos tubos coloridos denominados de "Boomwhackers" em atividades repletas de brincadeiras, movimento e desafios musicais. Como enriquecer suas aulas com dinâmicas totalmente colaborativas e encenação, histórias e criatividade usando as notas em formas de tubos, ou seria espadas?, muletas?, pilão?
Coordenação: Uirá Kuhlmann
Espaço: Sala do Átrio



Sala 2: RITMOS REGIONAIS NA PERCUSSÃO CORPORAL

Do Maracatu a Ciranda, passando por diferentes ritmos brasileiros como Ijexá, Barra vento, Xote, etc.. Descubra a riqueza rítmica brasileira incorporada no seu movimento e no seu instrumento: O corpo.
Coordenação: Yurê Kuhlmann
Espaço: Sala das Portas






TURNO DE AULAS 7 - DOMINGO, 20/01 DE MANHÃ 1

Carga Horária: 2 horas Horário: 08:00 - 10:00 Vagas: 25 por Oficina Investimento: R$ 80,00 (até dia 24/10)

Sala 1: MIRABOLÂNCIAS PELO MUNDO

A música em movimento, até aonde vai esta brincadeira? Jogos de todo o mundo que se transformam em dança e música, acompanhado por instrumentos estranhos como: copos, pvc, garrafa pet, colheres e bastões.
Coordenação: Estevão Marques
Espaço: Sala das Portas



Sala 2: AUTISMO E DEFICIÊNCIA COGNITIVA NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO MUSICAL

A oficina será dividida em parte teórica e prática. Serão apresentadas as principais características do autismo e da deficiência cognitiva diante do processo de aprendizagem musical através de slides e vídeos. Logo em seguida serão apresentados jogos e atividades musicais desenvolvidos especificamente para o trabalho de educação musical no contexto da inclusão.
Coordenação: Viviane Louro
Espaço: Sala do Átrio






TURNO DE AULAS 8 - DOMINGO, 20/01 DE MANHÃ 2

Carga Horária: 2 horas Horário: 10:30 - 12:30 Vagas: 25 por Oficina Investimento: R$ 80,00 (até dia 24/10)

Sala 1: DANÇA ARTE E INCLUSÃO

Criar uma conexão entre a Dança e as Artes Visuais, dialogando no universo da inclusão sócio-educativa. No traço bidimencional ao movimento tridimencional, os participantes experimentarão através dos gestos e movimentos novas possibilidades criativas.
Coordenação: Daniella Forchetti
Espaço: Sala das Portas




Sala 2: OUVIDO HARMÔNICO

Voltada para o desenvolvimento das seguintes habilidades musicais: entender cifras, ouvir internamente o som resultante das cifras, reconhecer a harmonia sem a necessidade de instrumentos harmônicos, inventar caminhos harmônicos, treinar a memorização de cadências harmônicas, melhoria significativa da afinação. É também um método alternativo de grande eficiência para a leitura musical e para a escrita musical se tornar bem mais fluente. De quebra se aprende escalas e modos de maneira bem orgânica.
Coordenação: Teco Galati
Espaço: Sala do Átrio


 
1 AULAA:R$ 50,00
2 AULAS: R$ 100,00
3 AULAS: R$ 142,50 (5% DE DESCONTO)
4 AULAS: R$ 185,00 (7,5% DE DESCONTO)
5 AULAS: R$ 225,00 (10% DE DESCONTO)
6 AULAS: R$ 262,50 (12,5% DE DESCONTO)
7 AULAS: R$ 297,50 (15% DE DESCONTO!)
8 AULAS: R$ 320,00 (20% DE DESCONTO!!!)
 
 


HOTEL INDICADO: HOTEL TURIASSÚ -
CLIQUE PARA NO ÍCONE PARA ACESSAR O SITE -
DIÁRIAS A PARTIR DE R$ 85,00 -
RESERVE COM BASTANTE ANTECEDÊNCIA!
Mapa do Local do Evento: CASA SANTIAGO - RUA DESEMBARGADOR GUIMARÃES, 70 - ÁGUA BRANCA



Acesse o link orriginal: http://www.musicaemovimento.com.br/blog/item/107-musicalizacao-no-verao

Dicas: Chico Buarque - Carioca ao Vivo (Show Completo DVD 2007)


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Guri Santa Marcelina encerra semestre de aula com muita música

 Os alunos puderam mostrar aquilo que aprenderam em três dias de apresentações

São Paulo, 06 de dezembro de 2012 – Para finalizar mais um semestre de muito aprendizado, o Guri Santa Marcelina realizou apresentações nos dias 30 de novembro, 3 e 5 de dezembro. Os eventos ocorreram no auditório do Centro de Esporte, Cultura e Lazer, administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds).
 
 


No total, 154 alunos se apresentaram. Familiares e amigos puderam prestigiar crianças e jovens de 6 a 18 anos em demonstrações de canto, violão, percussão e encenações, incluindo até mesmo brincadeiras infantis. No roteiro musical, canções mundialmente conhecidas, como é o caso de The Beatles, e também composição dos próprios alunos.
Para a aluna do Guri há dois meses Marina Cabral Zaguetti, 10 anos, a apresentação foi melhor do que imaginava. “Foi muito especial, gostei demais. Aqui é como se eu aprendesse a brincar”.
 


 
A decoração ficou por conta dos próprios participantes. “A gente que arrumou tudo. Deu trabalho, mas foi muito bom”, contou Bruna Martins Fortuna, 16 anos.
De acordo com a mãe de uma das crianças, Cristina Cintra Machacze, 44 anos, as aulas estão ajudando sua filha em diversos aspectos. “Ela está aprendendo muito. O gosto pela cultura aumentou, a concentração e o raciocínio também”.
 



 
O Guri Santa Marcelina é um serviço da Secretaria de Estado de Cultura. Os cursos oferecidos são: iniciação musical, violão, percussão e canto, todos gratuitos. As inscrições para o próximo semestre já estão abertas. Por ano são oferecidas 240 vagas apenas no Centro de Esporte, Cultura e Lazer. Para se matricular é necessário ter de 6 a 18 anos. Mais informações no telefone (11) 5021-4687.

Centro de Esporte, Cultura e Lazer
 
Administrado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds), o Centro de Esporte, Cultura e Lazer associa cultura, lazer, profissionalização, convivência, esporte e, principalmente, cidadania. Trata-se de uma iniciativa única no Estado, de ação intersetorial, para a melhoria da qualidade de vida e o exercício da cidadania.
As ações são realizadas por meio de parcerias com as Secretarias Estaduais de Cultura (Guri Santa Marcelina); Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Centro Paula Souza); Gestão Pública (Acessa São Paulo); Justiça e Defesa da Cidadania (Casa da Cidadania); Emprego e Relações do Trabalho (Balcão de Empregos); Secretaria Estadual e Municipal da Saúde; da Educação; Organizações Não Governamentais como a Associação Mamãe e Instituto Tecnológico Diocesano (ITD); e parceiros da iniciativa privada como Coca-Cola FEMSA Brasil (Programa Educação para o Trabalho) e Ballet Stagium (Projeto Joaninha).
O Centro de Esporte, Cultura e Lazer está localizado na Rodovia dos Imigrantes, km 11,5. Mais informações: (11) 5588-4797.
 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O MISTÉRIO DA ORIGEM DA MÚSICA


Posted by on 15/09/2011
 
 
Experimentos sugerem que as crianças nascem com a capacidade de reconhe­cer tons musicais independente­mente do contexto em que se apresentam, mas perdem a habi­lidade com o desenvolvimento da linguagem. A música está relacionada à linguagem e ao pensamento lógico. Que vanta­gem adaptativa justi­fica o aparecimento e manuten­cão da música ao longo de milhões de anos? Por que nossa capacidade de escutar, apreciar e criar música foi selecio­nada, se não cantamos para atrair parceiros sexuais ou para obter alimentos?
 
 
O MISTÉRIO DA ORIGEM DA MÚSICA
 
 
Do ponto de vista evolu­tivo, o simples fato de a música existir é um mistério. Que vanta­gem adaptativa justi­fica seu aparecimento e manuten­ção ao longo de milhões de anos? Apesar de ainda não termos uma boa explicação, em seu livro mais recente Oliver Sacks fornece al­gumas pistas importantes. Anali­sando pacientes com diversos ti­pos de distúrbios relacionados à música, Sacks mostra como ela está relacionada à linguagem e ao pensamento lógico.
 
 
É fácil imaginarmos como o aparecimento da linguagem foi selecionado ao longo da evolução. Ela permite a cooperação entre os membros da espécie, facilitan­do a organização social. Mas a mú­sica é um caso à parte. Por que nossa capacidade de escutar, apreciar e criar música foi selecio­nada, se não cantamos para atrair parceiros sexuais ou para obter alimentos? Qual seria a fun­ção original de nossas habilida­des musicais?
 
 
Sacks demonstra que a capaci­dade musical de nosso cérebro é muito mais extensa que a observada na maioria das pessoas. Diver­sos experimentos sugerem que as crianças nascem com ouvido absoluto (capacidade de reconhe­cer tons musicais independente­mente do contexto em que se apresentam), mas perdem a habi­lidade com o desenvolvimento da linguagem. Crianças educadas em línguas em que a tonalidade é importante, como idiomas orien­tais, têm uma maior probabilida­de de manter seu ouvido absoluto até a idade adulta. Também é sabi­do que pessoas que perdem a vi­são muito cedo desenvolvem uma maior sensibilidade musical.
 
 
Analisando dezenas de exem­plos desse tipo, Sacks demonstra que muito provavelmente o aparecimento da nossa capacidade lingüística, há milhões de anos, foi responsável pelo cerceamento de nosso potencial musical – parte do qual ainda podemos recupe­rar por meio da educação.
 
 
Analisando uma série enorme de pacientes com distúrbios neu­rológicos, Sacks demonstra que o recrutamento das habilidades mu­sicais pode, em muitos casos, aju­dar na reorganização da mente de pacientes com distúrbios da fala e amnésia A capacidade musical nesses casos parece ser um coad­juvante na organização de diver­sas atividades mentais que envol­vem ritmos ou atividades repetiti­vas, como andar, contar ou e nu­merar dados. Talvez tenha sido essa a função das habilidades musi­cais na sua origem.
 
 
As observações de Sacks suge­rem que, no passado distante, o ser humano utilizava de maneira extensa sua capacidade musical para organizar atividades men­tais hoje organizadas por meio de outros mecanismos, como a lin­guagem e o pensamento lógico.
 
 
Se isso é verdade, fica fácil ima­ginar como essa capacidade teve papel importante na estrutura­ção de nossas atividades cere­brais e por que foi selecionada du­rante a evolução.
 
 
A mais impressionante é imaginar que a nossa musicalidade atual nada mais é que os resquí­cios de uma capacidade mental que possuíamos e que perdemos quando a linguagem e o raciocínio lógico dominaram nosso uni­verso mental. O universo mental em que vivíamos na época em que a música reinava livre em nosso cérebro é difícil de imaginar e im­possível de reviver. Os remanes­centes “arqueológicos” dessas ha­bilidades é o que observamos em gênios como Mozart ou nos pa­cientes de
Sacks. Essa hipótese é, no mínimo, intrigante.
 
 
Mais informações em Musico­philia: Tales of Music and the Brain, de Oliver Sacks, editora Al­fred A.Knopf, Nova York, 2007.
 
 
fernando@reinach.com“>FERNANDO REINACH fernando@reinach.com, Biólogo. O Estado de S. Paulo (7 de fevereiro de 2008)
 
Link: http://www.universodainteligencia.com.br/?p=277

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Música para 1º e 2º anos: 8.2 Composição Musical


Atenção : Leia as postagens na ordem do roteiro didático no menu Música para 1º e 2º anos: Revista Nova Escola a direita da tela.              
                                                                                                                                          Conheça o trabalho da professora nota 10 Áudrea da Costa Martins, vencedora do Prêmio Victor Civita 2009. Ela ensinou composição musical e edição digital de áudio aos alunos da 5ª e 6ª séries da EMEF São João Batista, em São Leopoldo, a 31 km de Porto Alegre. 
  

8.2 Composição musical


Professora Áudrea da Costa Martins, vencedora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 em 2009.


Escola EMEF São João Batista, em São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

Anos 5º e 6º séries


O que ela fez Depois de um levantamento sobre conceitos de música feito com os alunos, a professora percebeu que havia necessidade de ampliar o repertório da turma. Áudrea promoveu atividades de apreciação de música contemporânea (eletrônica e aleatória) com as turmas do 5º e 6º séries. Os alunos debateram sobre a estrutura dessas músicas e discutiram a presença de elementos sonoros experimentais, como ruídos, sons captados do ambiente e manipulações eletrônicas. Em seguida, A professora levou esse conhecimento para a prática, propondo aos alunos que compusessem músicas utilizando textos, instrumentos musicais e procedimentos de acaso (ou aleatórios) para a criação.


O que ela trabalhou Apreciação e audição; música, cultura e repertório; improvisação e composição.


Link: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/musica-1o-2o-anos-640283.shtml?page=8.2

 

Formando bravos compositores

 

Em arte, uma das competências que os alunos têm de desenvolver é compor. Para isso, é preciso trabalhar vários aspectos, como apreciação e reflexão

 
Ana Rita Martins (novaescola@atleitor.com.br), de São Leopoldo, RS
Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10

Até 1824, a palavra sinfonia indicava uma peça musical executada com um conjunto de instrumentos. Essa definição restrita poderia ter perdurado anos se não fosse Ludwig van Beethoven (1770-1827), o compositor alemão que estarreceu o público com a Sinfonia Nº 9 em Ré Menor. A ela, ele incorporou um coral de vozes, algo inédito nesse tipo de peça clássica. Ao inserir o elemento, questionou o conceito de sinfonia e revelou que sua forma de compor estava intrinsecamente ligada à reflexão das fronteiras estabelecidas até então para a música. Em outras palavras, Beethoven ampliou o conceito musical que a humanidade tinha, deixando claro que é possível pensar criativamente sem seguir padrões. Explorar essa ideia com as turmas de 5ª e 6ª séries da EMEF São João Batista, em São Leopoldo, a 40 quilômetros de Porto Alegre, foi o principal objetivo do projeto de Áudrea da Costa Martins.

Ela desafiou a garotada a criar suas próprias composições, considerando que a produção em sala, tal como fazer pinturas, é a etapa que, juntamente com a apreciação e a reflexão, faz parte do tripé de ensino da área de Arte. Áudrea fez por merecer o título de Educadora Nota 10 do Prêmio Victor Civita de 2009 porque impulsionou os estudantes a questionar o que é música, refletir sobre sua linguagem e experimentar possibilidades ao agir como compositores. "A maioria dos professores se atém às atividades de apreciação e reprodução", diz Paulo Nin Ferreira, coordenador da área de Arte do Colégio I. L. Peretz, na capital paulista, e selecionador do Prêmio.

Definir o que é música não é algo simples. Além de ter um conceito amplo, trata-se de um elemento tão presente no cotidiano das pessoas que suas opiniões são moldadas com base em gostos e, o que é diferente, pode ser tratado de forma preconceituosa. Saber o que o grupo pensa a esse respeito é um ponto importante a ser dissecado, principalmente para decidir os rumos do trabalho.

Áudrea, por exemplo, percebeu que algumas definições dadas pelos alunos, como "música tem de ter ritmo definido", eram referentes aos padrões de experiências sonoras que eles tinham, o que os fazia desconsiderar uma série de outras composições.



Apreciar e refletir para saber como pensar musicalmente
Foto: Tamires Kopp
INÍCIO INTELIGENTE Investigar e questionar o que a turma considera música é a base para um trabalho consistente


A apreciação musical pode ser usada em sala não só para enriquecer o repertório da garotada. Atividades dessa natureza também são úteis para revelar que existem maneiras diversas de organizar os sons e usar os instrumentos e que um compositor pode manipulá-los de acordo com a sua intencionalidade.

Nessa perspectiva, a seleção musical tem de contemplar diversas categorias (como música eletrônica, erudita, concreta e aleatória) e estilos musicais (como pop, rock, jazz, funk, soul e blues) e priorizar o que os alunos não estão acostumados a ouvir. É uma maneira inteligente de apresentar novos parâmetros para que eles façam releituras e selecionem ou modifiquem suas ideias musicais para também podê-las usar em suas composições. Áudrea investiu em músicas classificadas como aleatórias, da categoria erudita contemporânea, para mostrar ao grupo que, nesse caso, nem todos os elementos são controlados pelo próprio compositor.

Foto: Tamires Kopp
SENTINDO OS SONS Explorar variados instrumentos é um meio necessário para entender a linguagem


Com o repetório ampliado, a atividade de composição se torna, naturalmente, um passo possível e necessário. Ainda assim, é normal que os alunos sem habilidades técnicas em instrumentos se sintam acanhados na hora de compor. O mesmo se aplica aos educadores.

A boa notícia é que é possível dar conta do trabalho com criatividade mesmo sem esses conhecimentos. Basta pensar que os sons não precisam se restringir às notas tiradas de instrumentos. Em vez disso, pode-se propor aos estudantes que coletem sons, como o de uma flauta soprada sem que os dedos estejam posicionados sobre os orifícios e os ruídos do ambiente (a batida de uma porta, por exemplo). Com isso, o conceito de música é ampliado e, por causa da apreciação e reflexão prévias, as crianças já saberão que compor vai muito além das formas tradicionais com que normalmente temos contato e se sentirão muito mais livres para experimentar.

Composição com propriedade
Foto: Tamires Kopp
VIVA A MÚSICA Experimentar, apreciar e refletir sobre a música foi o foco do trabalho desenvolvido por Áudrea



Mestra em Educação com pesquisa em Educação Musical, Áudrea da Costa Martins, 35 anos, professora na EMEF São João Batista, em São Leopoldo, sabe que refletir sobre a prática cotidiana faz toda a diferença na sala de aula. Para ensinar música de verdade na escola, pesquisou como se dá o processo de composição de crianças e jovens e quais as ferramentas necessárias para que eles tenham condições reais de criar com autonomia e criatividade.


Objetivo

A educadora queria que os estudantes de 5º e 6ª séries ampliassem o conceito que tinham de música e o repertório a fim de que pudessem ter o embasamento necessário para compor livres de preconceitos. Áudrea também pretendia que eles percebessem que uma composição vai além do que é veiculado pela mídia e que fizessem releituras, explorando novas ideias.


Passo a passo

A preocupação inicial de Áudrea foi descobrir o que os estudantes entendiam por música. Com base nas respostas, a professora problematizou o assunto, questionando as definições dadas por eles, e propôs que compusessem, tal como fazem os profissionais. Apresentou obras contemporâneas para a apreciação e reflexão, propôs releituras e a exploração de instrumentos musicais de maneira incomum para que os alunos percebessem que sons diferentes também podem originar músicas. Para fazer com que a turma criasse de verdade, ensinou como lidar com um software livre de edição sonora. No encerramento do projeto, um compositor local foi convidado a desenvolver uma música com os estudantes e o resultado foi apresentado para a comunidade escolar.


Avaliação

Depois de cada apreciação, Áudrea pedia aos alunos que escrevessem no caderno suas reflexões sobre as músicas. Ela analisou se eles conseguiam identificar os instrumentos utilizados, de que forma o ritmo mudava, as sensações provocadas e se tinham posturas críticas em relação às obras. Ela filmou todo o processo de composição realizado pelo grupo, analisando as criações sem deixar de considerar o percurso e a evolução da garotada. Os próprios estudantes também avaliaram o material tendo alguns critérios, como a variação de ritmo dentro da música, a intencionalidade dos autores ao produzi-la e a variedade de ideias usadas para organizar as composições.


A intencionalidade é a premissa para compor
Foto: Tamires Kopp
ESCUTA ATENTA Ouvir estilos diferentes e aprender sobre os padrões musicais é uma tarefa essencial


É consenso entre os especialistas da área que ensinar a música na escola somente para que os alunos aprendam a tocar os instrumentos é um equívoco. É preciso enxergá-la como arte, dando importância às sensações que o autor quis provocar nas pessoas e as que elas sentiram. Então, é fundamental ajudar a turma a compreender que o processo de criação tem de ser intencional: o professor deve discutir e estabelecer temas para as composições juntamente com a garotada.

Se o escolhido envolver suspense, por exemplo, é importante que o grupo reflita respondendo a perguntas como "Os sons curtos dão a sensação de que algo está prestes a ocorrer?" e "O silêncio no meio da música pode provocar medo?". É essencial que o professor questione as justificativas para as escolhas e incentive os alunos a debatê-las coletivamente. No entanto, para avaliar as produções, ele jamais deve levar em consideração apenas a composição em si, como um produto isolado da aprendizagem.

O desenvolvimento do pensamento musical de cada estudante e o modo como ele se apropriou da linguagem são importantes. Afinal, a escola não tem de almejar a formação de músicos, mas livrar os alunos de entraves que os impeçam de sentir as melodias.
 
 
Quer saber mais?
 
 
CONTATOS
 


Link: http://revistaescola.abril.com.br/arte/pratica-pedagogica/formando-bravos-compositores-arte-musica-composicao-musical-567808.shtml?page=0

Improviso com voz e instrumentos

A seqüência de atividades mostra uma nova maneira de exprimir sentimentos

Paola Gentile (pagentile@fvc.org.br)
Os pequenos compositores e seus instrumentos: música para a chuva. Foto:Alexandre Battibugli
Os pequenos compositores e seus
instrumentos: música para a chuva.
Foto: Alexandre Battibugli
 
 

Escutar músicas, cantar e tocar são atividades quase diárias para as crianças que freqüentam a Escola HeiSei Ensino Bi-Cultural, de São Paulo. Mas elas não parampor aí: a professora e educadora musical Kenia Muraoka aproveita as mais diversas oportunidades para incentivar a molecada a compor. O que parece ser uma atividade complicada até para adultos vira uma curtição para a turminha de 6 e 7 anos, em fase de alfabetização, que dessa forma aprende os elementos da linguagem musical.

O gosto pela música aumenta e o aprendizado dessa linguagem se consolida quando há, além da
escuta atenta, a experimentação, na qual instrumentos e voz são usados para inventar frases musicais. A atividade de composição deve vir depois de outras que permitam à garotada explorar as características do som (altura, duração, intensidade e timbre). Dessa forma, as crianças mostram o que aprenderam, sem a imposição de uma melodia predefinida. P.G.


Sequência de atividades;

1. APURANDO A ESCUTA
Antes de compor, é preciso conhecer particularidades da linguagem musical. O ouvido precisa ser treinado para uma audição atenta, num trabalho longo. Duas ou três vezes, Kenia reproduz uma música de que todos gostam, na íntegra. Depois, toca em um instrumento trecho por trecho para a turma ouvir, cantar, interpretar e reparar nas pausas e quando o som é mais ou menos forte, grave ou agudo, longo ou curto.

2. ESCOLHA DO TEMA
Qualquer situação do dia-a-dia pode servir de inspiração. Uma turma de 3 anos de Kenia escolheu compor uma música para a girafa, enquanto estudava os grandes animais que vivem na floresta. A de 6 anos criou uma composição sobre a chuva, já que cada um construiu um pau-de-chuva.

3. LETRA E MÚSICA REGISTRADAS
Na hora de compor, uma criança toma a iniciativa de cantarolar os versos. Com os instrumentos, outros vão criando a letra junto com o ritmo e a melodia. Kenia anota as frases e só interfere para sugerir ajustes na métrica. Composição pronta, o coro é gravado. A anotação e a gravação permitem executar a canção muitas vezes.

4. GRAFIA MUSICAL
A partir dos 4 anos, já é possível registrar a música com elementos gráficos. Kenia marca, acima dos
versos, traços indicando a variação de frequência (linha ascendente, quando o som vai do grave para o agudo, e descendente, quando acontece o contrário); de duração (linhas longas ou curtas); e de intensidade (marcações fortes ou fracas). Depois, as crianças escolhem os instrumentos para acompanhar a cantoria.

 
Outra proposta
PAISAGEM SONORA

Uma maneira divertida de aguçar a sensibilidade auditiva das crianças é estimular o reconhecimento de sons em alguns ambientes. Coloque um anteparo e "toque" um molho de chaves, um copo de vidro e outro de plástico, moedas etc. Pergunte como elas identificaram os sons. Convide-as também a nomear os sons ouvidos nos vários ambientes da escola em horários diferentes (no refeitório na hora da merenda e no horário de aula; no pátio na hora do recreio e quando estão todos nas classes etc.). Sugira que as crianças os representem em forma de texto descritivo ou com onomatopéias.


CONSULTORIA: MÔNICA MACIEL, COORDENADORA DO PROJETO TIM MÚSICA NAS ESCOLAS, DE SÃO PAULO.

Quer saber mais?
 
CONTATO
Escola HeiSei Ensino Bi-Cultural, R. Vicente Biondo, 102, 02536-140, São Paulo, SP, tel. (11) 6256-0467
EXCLUSIVO ON-LINE
Ouça a gravação das crianças da Escola HeiSei em www.novaescola.org.br

Link: http://revistaescola.abril.com.br/arte/pratica-pedagogica/quer-ouvir-minha-cancao-429656.shtml

sábado, 17 de novembro de 2012

Dicas: Documentário Muito Além do Peso

Trailer...

Entrevista com Estela Renner (Diretora) e Marcos Nisti (Produtor executivo) do documentário Muito Além do Peso.

O documentário fala sobre crianças quem apresentam sintomas de doenças de adultos. Problemas de coração, respiração, depressão e diabetes tipo 2. Todos têm em sua base a obesidade. O documentário discute por que 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem o governo, os pais, as escolas e a publicidade. Com histórias reais e alarmantes, o filme promove uma discussão sobre a obesidade infantil no Brasil e no mundo.

Estreia dia 16 de novembro de 2012

http://www.muitoalemdopeso.com.br/

Reportagem: Izadora Rodrigues
Edição de texto: Alexandre Luiz
Câmera: Alexandre Luiz
Edição e finalização: Alexandre Luiz
Produção Executiva: ATVnaWeb

Criança, A alma do negócio.

Veja nesse Documentário como a propaganda implanta falsos desejos na criança, criando um espírito de puro consumismo, e que comprando elas serão mais felizes, e se o pais não compram  a propaganda faz com que as crianças fiquem contra eles. Um Absurdo!!!



Link: http://www.youtube.com/watch?v=KQQrHH4RrNc&feature=related