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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Música para 1º e 2º anos: 8.2 Composição Musical


Atenção : Leia as postagens na ordem do roteiro didático no menu Música para 1º e 2º anos: Revista Nova Escola a direita da tela.              
                                                                                                                                          Conheça o trabalho da professora nota 10 Áudrea da Costa Martins, vencedora do Prêmio Victor Civita 2009. Ela ensinou composição musical e edição digital de áudio aos alunos da 5ª e 6ª séries da EMEF São João Batista, em São Leopoldo, a 31 km de Porto Alegre. 
  

8.2 Composição musical


Professora Áudrea da Costa Martins, vencedora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 em 2009.


Escola EMEF São João Batista, em São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

Anos 5º e 6º séries


O que ela fez Depois de um levantamento sobre conceitos de música feito com os alunos, a professora percebeu que havia necessidade de ampliar o repertório da turma. Áudrea promoveu atividades de apreciação de música contemporânea (eletrônica e aleatória) com as turmas do 5º e 6º séries. Os alunos debateram sobre a estrutura dessas músicas e discutiram a presença de elementos sonoros experimentais, como ruídos, sons captados do ambiente e manipulações eletrônicas. Em seguida, A professora levou esse conhecimento para a prática, propondo aos alunos que compusessem músicas utilizando textos, instrumentos musicais e procedimentos de acaso (ou aleatórios) para a criação.


O que ela trabalhou Apreciação e audição; música, cultura e repertório; improvisação e composição.


Link: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/musica-1o-2o-anos-640283.shtml?page=8.2

 

Formando bravos compositores

 

Em arte, uma das competências que os alunos têm de desenvolver é compor. Para isso, é preciso trabalhar vários aspectos, como apreciação e reflexão

 
Ana Rita Martins (novaescola@atleitor.com.br), de São Leopoldo, RS
Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10

Até 1824, a palavra sinfonia indicava uma peça musical executada com um conjunto de instrumentos. Essa definição restrita poderia ter perdurado anos se não fosse Ludwig van Beethoven (1770-1827), o compositor alemão que estarreceu o público com a Sinfonia Nº 9 em Ré Menor. A ela, ele incorporou um coral de vozes, algo inédito nesse tipo de peça clássica. Ao inserir o elemento, questionou o conceito de sinfonia e revelou que sua forma de compor estava intrinsecamente ligada à reflexão das fronteiras estabelecidas até então para a música. Em outras palavras, Beethoven ampliou o conceito musical que a humanidade tinha, deixando claro que é possível pensar criativamente sem seguir padrões. Explorar essa ideia com as turmas de 5ª e 6ª séries da EMEF São João Batista, em São Leopoldo, a 40 quilômetros de Porto Alegre, foi o principal objetivo do projeto de Áudrea da Costa Martins.

Ela desafiou a garotada a criar suas próprias composições, considerando que a produção em sala, tal como fazer pinturas, é a etapa que, juntamente com a apreciação e a reflexão, faz parte do tripé de ensino da área de Arte. Áudrea fez por merecer o título de Educadora Nota 10 do Prêmio Victor Civita de 2009 porque impulsionou os estudantes a questionar o que é música, refletir sobre sua linguagem e experimentar possibilidades ao agir como compositores. "A maioria dos professores se atém às atividades de apreciação e reprodução", diz Paulo Nin Ferreira, coordenador da área de Arte do Colégio I. L. Peretz, na capital paulista, e selecionador do Prêmio.

Definir o que é música não é algo simples. Além de ter um conceito amplo, trata-se de um elemento tão presente no cotidiano das pessoas que suas opiniões são moldadas com base em gostos e, o que é diferente, pode ser tratado de forma preconceituosa. Saber o que o grupo pensa a esse respeito é um ponto importante a ser dissecado, principalmente para decidir os rumos do trabalho.

Áudrea, por exemplo, percebeu que algumas definições dadas pelos alunos, como "música tem de ter ritmo definido", eram referentes aos padrões de experiências sonoras que eles tinham, o que os fazia desconsiderar uma série de outras composições.



Apreciar e refletir para saber como pensar musicalmente
Foto: Tamires Kopp
INÍCIO INTELIGENTE Investigar e questionar o que a turma considera música é a base para um trabalho consistente


A apreciação musical pode ser usada em sala não só para enriquecer o repertório da garotada. Atividades dessa natureza também são úteis para revelar que existem maneiras diversas de organizar os sons e usar os instrumentos e que um compositor pode manipulá-los de acordo com a sua intencionalidade.

Nessa perspectiva, a seleção musical tem de contemplar diversas categorias (como música eletrônica, erudita, concreta e aleatória) e estilos musicais (como pop, rock, jazz, funk, soul e blues) e priorizar o que os alunos não estão acostumados a ouvir. É uma maneira inteligente de apresentar novos parâmetros para que eles façam releituras e selecionem ou modifiquem suas ideias musicais para também podê-las usar em suas composições. Áudrea investiu em músicas classificadas como aleatórias, da categoria erudita contemporânea, para mostrar ao grupo que, nesse caso, nem todos os elementos são controlados pelo próprio compositor.

Foto: Tamires Kopp
SENTINDO OS SONS Explorar variados instrumentos é um meio necessário para entender a linguagem


Com o repetório ampliado, a atividade de composição se torna, naturalmente, um passo possível e necessário. Ainda assim, é normal que os alunos sem habilidades técnicas em instrumentos se sintam acanhados na hora de compor. O mesmo se aplica aos educadores.

A boa notícia é que é possível dar conta do trabalho com criatividade mesmo sem esses conhecimentos. Basta pensar que os sons não precisam se restringir às notas tiradas de instrumentos. Em vez disso, pode-se propor aos estudantes que coletem sons, como o de uma flauta soprada sem que os dedos estejam posicionados sobre os orifícios e os ruídos do ambiente (a batida de uma porta, por exemplo). Com isso, o conceito de música é ampliado e, por causa da apreciação e reflexão prévias, as crianças já saberão que compor vai muito além das formas tradicionais com que normalmente temos contato e se sentirão muito mais livres para experimentar.

Composição com propriedade
Foto: Tamires Kopp
VIVA A MÚSICA Experimentar, apreciar e refletir sobre a música foi o foco do trabalho desenvolvido por Áudrea



Mestra em Educação com pesquisa em Educação Musical, Áudrea da Costa Martins, 35 anos, professora na EMEF São João Batista, em São Leopoldo, sabe que refletir sobre a prática cotidiana faz toda a diferença na sala de aula. Para ensinar música de verdade na escola, pesquisou como se dá o processo de composição de crianças e jovens e quais as ferramentas necessárias para que eles tenham condições reais de criar com autonomia e criatividade.


Objetivo

A educadora queria que os estudantes de 5º e 6ª séries ampliassem o conceito que tinham de música e o repertório a fim de que pudessem ter o embasamento necessário para compor livres de preconceitos. Áudrea também pretendia que eles percebessem que uma composição vai além do que é veiculado pela mídia e que fizessem releituras, explorando novas ideias.


Passo a passo

A preocupação inicial de Áudrea foi descobrir o que os estudantes entendiam por música. Com base nas respostas, a professora problematizou o assunto, questionando as definições dadas por eles, e propôs que compusessem, tal como fazem os profissionais. Apresentou obras contemporâneas para a apreciação e reflexão, propôs releituras e a exploração de instrumentos musicais de maneira incomum para que os alunos percebessem que sons diferentes também podem originar músicas. Para fazer com que a turma criasse de verdade, ensinou como lidar com um software livre de edição sonora. No encerramento do projeto, um compositor local foi convidado a desenvolver uma música com os estudantes e o resultado foi apresentado para a comunidade escolar.


Avaliação

Depois de cada apreciação, Áudrea pedia aos alunos que escrevessem no caderno suas reflexões sobre as músicas. Ela analisou se eles conseguiam identificar os instrumentos utilizados, de que forma o ritmo mudava, as sensações provocadas e se tinham posturas críticas em relação às obras. Ela filmou todo o processo de composição realizado pelo grupo, analisando as criações sem deixar de considerar o percurso e a evolução da garotada. Os próprios estudantes também avaliaram o material tendo alguns critérios, como a variação de ritmo dentro da música, a intencionalidade dos autores ao produzi-la e a variedade de ideias usadas para organizar as composições.


A intencionalidade é a premissa para compor
Foto: Tamires Kopp
ESCUTA ATENTA Ouvir estilos diferentes e aprender sobre os padrões musicais é uma tarefa essencial


É consenso entre os especialistas da área que ensinar a música na escola somente para que os alunos aprendam a tocar os instrumentos é um equívoco. É preciso enxergá-la como arte, dando importância às sensações que o autor quis provocar nas pessoas e as que elas sentiram. Então, é fundamental ajudar a turma a compreender que o processo de criação tem de ser intencional: o professor deve discutir e estabelecer temas para as composições juntamente com a garotada.

Se o escolhido envolver suspense, por exemplo, é importante que o grupo reflita respondendo a perguntas como "Os sons curtos dão a sensação de que algo está prestes a ocorrer?" e "O silêncio no meio da música pode provocar medo?". É essencial que o professor questione as justificativas para as escolhas e incentive os alunos a debatê-las coletivamente. No entanto, para avaliar as produções, ele jamais deve levar em consideração apenas a composição em si, como um produto isolado da aprendizagem.

O desenvolvimento do pensamento musical de cada estudante e o modo como ele se apropriou da linguagem são importantes. Afinal, a escola não tem de almejar a formação de músicos, mas livrar os alunos de entraves que os impeçam de sentir as melodias.
 
 
Quer saber mais?
 
 
CONTATOS
 


Link: http://revistaescola.abril.com.br/arte/pratica-pedagogica/formando-bravos-compositores-arte-musica-composicao-musical-567808.shtml?page=0

Improviso com voz e instrumentos

A seqüência de atividades mostra uma nova maneira de exprimir sentimentos

Paola Gentile (pagentile@fvc.org.br)
Os pequenos compositores e seus instrumentos: música para a chuva. Foto:Alexandre Battibugli
Os pequenos compositores e seus
instrumentos: música para a chuva.
Foto: Alexandre Battibugli
 
 

Escutar músicas, cantar e tocar são atividades quase diárias para as crianças que freqüentam a Escola HeiSei Ensino Bi-Cultural, de São Paulo. Mas elas não parampor aí: a professora e educadora musical Kenia Muraoka aproveita as mais diversas oportunidades para incentivar a molecada a compor. O que parece ser uma atividade complicada até para adultos vira uma curtição para a turminha de 6 e 7 anos, em fase de alfabetização, que dessa forma aprende os elementos da linguagem musical.

O gosto pela música aumenta e o aprendizado dessa linguagem se consolida quando há, além da
escuta atenta, a experimentação, na qual instrumentos e voz são usados para inventar frases musicais. A atividade de composição deve vir depois de outras que permitam à garotada explorar as características do som (altura, duração, intensidade e timbre). Dessa forma, as crianças mostram o que aprenderam, sem a imposição de uma melodia predefinida. P.G.


Sequência de atividades;

1. APURANDO A ESCUTA
Antes de compor, é preciso conhecer particularidades da linguagem musical. O ouvido precisa ser treinado para uma audição atenta, num trabalho longo. Duas ou três vezes, Kenia reproduz uma música de que todos gostam, na íntegra. Depois, toca em um instrumento trecho por trecho para a turma ouvir, cantar, interpretar e reparar nas pausas e quando o som é mais ou menos forte, grave ou agudo, longo ou curto.

2. ESCOLHA DO TEMA
Qualquer situação do dia-a-dia pode servir de inspiração. Uma turma de 3 anos de Kenia escolheu compor uma música para a girafa, enquanto estudava os grandes animais que vivem na floresta. A de 6 anos criou uma composição sobre a chuva, já que cada um construiu um pau-de-chuva.

3. LETRA E MÚSICA REGISTRADAS
Na hora de compor, uma criança toma a iniciativa de cantarolar os versos. Com os instrumentos, outros vão criando a letra junto com o ritmo e a melodia. Kenia anota as frases e só interfere para sugerir ajustes na métrica. Composição pronta, o coro é gravado. A anotação e a gravação permitem executar a canção muitas vezes.

4. GRAFIA MUSICAL
A partir dos 4 anos, já é possível registrar a música com elementos gráficos. Kenia marca, acima dos
versos, traços indicando a variação de frequência (linha ascendente, quando o som vai do grave para o agudo, e descendente, quando acontece o contrário); de duração (linhas longas ou curtas); e de intensidade (marcações fortes ou fracas). Depois, as crianças escolhem os instrumentos para acompanhar a cantoria.

 
Outra proposta
PAISAGEM SONORA

Uma maneira divertida de aguçar a sensibilidade auditiva das crianças é estimular o reconhecimento de sons em alguns ambientes. Coloque um anteparo e "toque" um molho de chaves, um copo de vidro e outro de plástico, moedas etc. Pergunte como elas identificaram os sons. Convide-as também a nomear os sons ouvidos nos vários ambientes da escola em horários diferentes (no refeitório na hora da merenda e no horário de aula; no pátio na hora do recreio e quando estão todos nas classes etc.). Sugira que as crianças os representem em forma de texto descritivo ou com onomatopéias.


CONSULTORIA: MÔNICA MACIEL, COORDENADORA DO PROJETO TIM MÚSICA NAS ESCOLAS, DE SÃO PAULO.

Quer saber mais?
 
CONTATO
Escola HeiSei Ensino Bi-Cultural, R. Vicente Biondo, 102, 02536-140, São Paulo, SP, tel. (11) 6256-0467
EXCLUSIVO ON-LINE
Ouça a gravação das crianças da Escola HeiSei em www.novaescola.org.br

Link: http://revistaescola.abril.com.br/arte/pratica-pedagogica/quer-ouvir-minha-cancao-429656.shtml

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