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segunda-feira, 4 de março de 2013

Plano de aula: Cartola: o grande poeta lírico do Samba.




Apresente a obra do compositor carioca para a turma e proponha que analisem os elementos que fazem de Cartola um dos maiores poetas da música brasileira


Objetivos 

- Destacar os elementos característicos do gênero lírico na poesia e na música popular.

- Investigar a vida e as principais características da obra de Angenor de Oliveira, o Cartola, no contexto da formação da música popular brasileira no século 20.

- Destacar os aspectos líricos que tornam Cartola um dos principais criadores da Língua Portuguesa.

- Comparar poemas consagrados da literatura de Língua Portuguesa com as canções selecionadas de Cartola.


O sambista Cartola









Conteúdos

- Gêneros literários: o lirismo.

- Música Popular Brasileira: o samba.

- Poesia brasileira do século 20.



Tempo estimulado
Duas aulas


Materiais necessários

- Cópias da reportagem “Do fundo de Cartola”, de Marcelo Bortoloti (Veja, edição 2256, de 15 de fevereiro de 2012) para todos os alunos.

- Letras das músicas “O mundo é um moinho”, “As rosas não falam”, “Autonomia”, de Cartola, “Tempos idos”, de Cartola e Carlos Cachaça, e “Verde que te quero rosa” de Cartola e Dalmo Castelo. As músicas encontram-se nos discos Cartola (1974), Cartola (1976) e Verde que te quero rosa(1977). Os dois primeiros foram lançados em CD pela EMI Brasil, em 1998. Verde que te quero rosafoi lançado em CD pela BMG Brasil, em 2001, junto com Cartola 70 anos (1978), último disco gravado pelo compositor. Os quatro discos são os únicos títulos lançados por Cartola em vida.

- O filme “Cartola – música para os olhos”, documentário dirigido por Lírio Ferreira e Hilton Lacerda, em 2007, conta a trajetória do compositor, e está disponível em DVD, lançado pela Europa Filmes. É uma excelente obra para ser assistida e discutida com a turma, como introdução ou fechamento da sequência. O documentário expõe detalhes da vida e da obra de Cartola, e conta com depoimentos de Nelson Sargento, Ismael Silva, Elton Medeiros, Hermano Vianna, Moreira da Silva, Madame Satã, Aracy de Almeida, além do próprio Cartola. Tudo isso ilustrado com músicas e imagens de época.

- O livro “Cartola”, de autoria de Mônica Ramalho (2004), faz parte da série Mestres da música no Brasil, da Editora Moderna, e é dirigido ao público infanto-juvenil.

- O livro “Almanaque do Samba”, de André Diniz, (Editora Jorge Zahar) é fonte importante para se conhecer as referências bibliográficas, iconográficas e musicais da formação da música brasileira, entre os séculos 19 e 20.

- Aparelho de som ou computador com caixas de som; data-show para exibição de imagens e trechos do documentário.

Introdução

Cartola é um dos nomes fundadores da moderna música brasileira. Sua obra é imprescindível para a modernização do samba, em especial por seu estilo refinado e elegante, tanto na composição quanto na interpretação.

Sua história é parecida com a de muitos garotos pobres nascidos no morro, no Rio de Janeiro do início do século 20: registrado como Angenor de Oliveira, Cartola veio ao mundo em 11 de outubro de 1908. A família pobre teve que se mudar do bairro do Catete para o morro de Mangueira em 1919. A mãe morreu quando ele tinha quinze anos. O pai, sem condições de sustentar a família numerosa, optou por cuidar das filhas e tomou a decisão de mandar o adolescente Angenor cuidar da própria vida. Assim, aos quinze anos, vivendo sob marquises e em barracos improvisados na Mangueira, precisou arrumar trabalho e passou a frequentar as rodas boêmias.

O nome de batismo sempre o deixou intrigado. Descobriu que era “Angenor” (e não “Agenor”, como pensava) apenas quando foi tirar a certidão de nascimento, para se casar.
Cartola aprendeu a tocar o violão e logo foi aceito como parceiro dos bambas da Mangueira. Fez parte do Bloco dos Arengueiros, e passou a desfilar nos carnavais. A fundação da Escola de Samba Mangueira está ligada a Cartola.

Na década de 1920, os antigos blocos de carnaval começavam, ainda que de maneira incipiente, a se organizar como sociedades. No Estácio de Sá, onde moravam Ismael Silva, Alcebíades Barcelos (o Bide), Nilton Bastos, entre outros, formou-se a primeira agremiação a ser chamada de escola de samba, a “Deixa Falar”. Na época, os blocos de Estácio e Mangueira cultivavam uma amizade de longa data. Às segundas-feiras, a Deixa Falar subia o morro em homenagem à Mangueira. Às terças, os mangueirenses retribuíam a homenagem, subindo o morro do Estácio. Foi Cartola quem sugeriu o nome “Estação Primeira de Mangueira” e as cores verde e rosa, que consagrariam a tradicional agremiação. A Mangueira também foi eleita campeã do primeiro desfile oficial de Carnaval, no Rio de Janeiro, na década de 1930. O fato foi relembrado no samba “Sala de recepção”, gravado em 1976, em um dueto entre Cartola e sua esposa, dona Zica.

O sambista chegou a trabalhar em uma tipografia, mas como não conseguia ficar quieto, sem assoviar ou cantarolar, acabou trocando o emprego de tipógrafo pela construção civil.
Aprendeu a profissão de pedreiro. E por causa dela, ganhou o apelido que o consagraria: para se livrar do cimento que grudava em sua cabeça, ia trabalhar com um chapéu-coco para se proteger.
Além de exímio violonista, Cartola criou um estilo inimitável de interpretação e composição. Sua música vem sendo gravada, ao longo de décadas, pelos principais intérpretes da MPB: Nara Leão, Francisco Alves, Ney Matogrosso, Gal Costa, Cyro Monteiro, Paulinho da Viola, Cristina Buarque, Marisa Monte entre outros. Entretanto, é ponto pacífico afirmar que ninguém superou o próprio Cartola na interpretação das próprias composições.

Apesar disso, Cartola só gravou seu primeiro disco em 1974, aos 65 anos de idade. Não foi um fato isolado: grandes nomes do samba, como os cariocas Nelson Cavaquinho, Carlos Cachaça, Nelson Sargento, Clementina de Jesus e o paulista Adoniran Barbosa gravaram seus primeiros discos já na terceira idade.

O LP, denominado Cartola, foi seguido de outro com o mesmo nome, em 1976, ambos lançados pela gravadora independente Discos Marcus Pereira. Junto aos dois LPs seguintes, Verde que te quero rosa (1977) e Cartola 70 anos (1978), são considerados clássicos absolutos do samba e da música popular brasileira.

Sua obra, entretanto, não se restringe às 48 canções que compõem a obra lançada em vinil. Calcula-se que Cartola tenha composto mais de 500 músicas ao longo da vida – muitas delas, inéditas em gravações, possuindo apenas registros rudimentares. As razões para que um compositor genial e fundamental para a música brasileira tenha demorado tanto para, primeiro, ser reconhecido, segundo, gravar sua própria obra, são típicas da nossa indústria musical, que via os compositores pioneiros da nossa música pouco atrativos em termos de mercado – uma inverdade que ficou comprovada quando do sucesso quase instantâneo dos LPs de Cartola – e também de Nelson Cavaquinho, Adoniran, Clementina, Carlos Cachaça.
A vida de Cartola, como a de muitos compositores populares que viviam no Rio de Janeiro da primeira metade do século 20, com raras exceções, foi recheada de incertezas, altos e baixos, exploração. Como muitos compositores da época, vendeu sambas e parcerias a intérpretes que não compunham, mas acabavam faturando muito mais com a obra que na verdade, não lhes pertencia. Passou anos esquecido, foi dado como morto, até ser encontrado, por puro acaso, pelo jornalista Sérgio Porto, em 1956, trabalhando como lavador e guardador de carros, em Ipanema. Em uma época em que direito autoral era um conceito abstrato, mesmo tendo inúmeros sambas gravados, era comum que apenas lojistas, intérpretes, editores e empresários ganhassem dinheiro, enquanto o autor das músicas, geralmente ficava com migalhas.

Antes de morrer, contudo, Cartola foi reconhecido e viveu seus últimos anos, sempre ao lado de Dona Zica, com certa dignidade. Foi homenageado e festejado em vida. Quando morreu, era considerado um dos estetas geniais da música brasileira.

Na reportagem “Do fundo de Cartola”, Veja destaca a disponibilização pelo Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio de Janeiro de composições e letras que, por zelo excessivo do sambista, acabaram sendo esquecidas, mas foram recuperadas graças ao trabalho de pesquisadores. O texto pode servir como ponto de partida para se analisar as características do gênero lírico na literatura, a partir da obra do compositor carioca.

Desenvolvimento


Preparação

Professor, antes de entrar em sala pesquise as principais características do gênero lírico: o nome relacionado ao instrumento musical de cordas, a “lira”, que na antiguidade e na Idade Média era usado pelos poetas e trovadores para acompanhar a declamação das poesias; a metrificação e as rimas, como elementos da cadência e do ritmo da poesia; a presença do “eu-lírico” e a expressão subjetiva de seus estados de alma, emoções, sentimentos, aspectos psicológicos, reflexões, visões, opiniões, experiências, construídos em um discurso expressivo, que conta com a presença de imagens, ritmos, musicalidade; e as principais formas poéticas que compõem o gênero lírico: o soneto, a canção, a elegia, a ode. Há também a écloga, forma poética praticada por poetas pastoris, que exalta o amor e os sentimentos bucólicos e naturalistas.

É importante observar o sistema tradicional de metrificação e rimas relacionado a cada uma dessas formas poéticas: ainda que não seja comum a observação de sonetos na música de Cartola, como as canções são rimadas, vale a pena destacar a forma de composição e de relação entre as rimas e as estrofes presentes nas canções.
Assista ao filme “Cartola – música para os olhos” como fonte de pesquisa sobre a vida e obra do compositor de Mangueira.

Selecione um soneto, uma canção, uma elegia e uma ode, de autores consagrados, para destacar as características de cada uma dessas peças. Algumas sugestões são o “Soneto de Separação”, de Vinícius de Moraes (que foi também compositor brasileiro, contemporâneo de Cartola, ainda que com características distintas), ou o soneto “Amor é fogo que arde sem se ver”, de Luís de Camões; “Canção amiga”, de Carlos Drummond de Andrade; “Elegia ao amor”, de Florbela Espanca; “Bocas roxas de vinho”, uma das muitas odes em que Ricardo Reis (heterônimo de Fernando Pessoa) celebra o presente como uma virtude, na esperança de se aproximar dos deuses.

Observe, nas músicas de Cartola, a presença de elementos líricos, rítmicos e temáticos que possam aproximá-las da classificação tradicional do gênero lírico.

Em “O mundo é um moinho” e “Autonomia” há semelhanças com a temática dos sonetos de Vinícius de Moraes e de Camões (o amor que acaba no primeiro; o amor que prende e escraviza, no segundo). O samba “Tempos idos” narra, em tom elegíaco, a trajetória do samba, que nasce como música de malandros, e acaba viajando pelo mundo para finalmente voltar e ser recebido com honras no Teatro Municipal. Este tema pode ser comparado à “Elegia ao amor”, em que a poeta portuguesa Florbela Espanca, em tom melancólico, porém esperançoso, fala do amor que viaja pelo mundo, mas implora para que ele volte e fique ao seu lado. Já em “Bocas roxas de vinho”, Ricardo Reis narra, através de imagens cromáticas, a necessidade de se “ir no rio das coisas”, afirmando em tom esperançoso uma aproximação aos deuses, que sempre valorizam a vida no presente, enquanto os homens comuns vivem a vida “cheia de negra poeira”. Tal cromatismo assemelha-se ao jogo de cores presentes no samba “Verde que te quero rosa”, que também exata a esperança, “verde como o céu azul”, diante da despedida, “negra tristeza desta vida”, que por sua vez, faz a canção exibir aspectos próximos a uma ode à esperança e ao amor.

1ª aula

Inicie a aula distribuindo cópias das letras de canções de Cartola disponíveis neste plano de aula. Escolha uma das músicas e a execute, pedindo que os alunos acompanhem a letra atentamente.
Faça uma explanação das principais características do gênero lírico, apontando na letra da canção escolhida a presença do lirismo, da subjetividade, do sentimentalismo, das emoções e do eu-lírico.
Explique as características que compõem as principais formas poéticas do gênero lírico: o soneto, a canção, a elegia e a ode.

Depois, lembre os alunos de que o gênero lírico é parte dos gêneros fundadores da literatura ocidental, cujas origens estão na Antiguidade, e foram definidas por Aristóteles. Explique que “lírico” e “lirismo” são palavras derivadas de “lira”, nome do instrumento de cordas utilizado por poetas antigos e trovadores medievais para acompanhar as apresentações de suas canções.

Relacione o uso do violão – instrumento de cordas moderno, acompanhamento principal da canção popular brasileira no século 20 – à tradição de se acompanhar o recital poético com um instrumento musical, desde tempos antigos.

Em seguida, distribua cópias dos poemas selecionados e peça que os alunos apontem a presença dos elementos líricos (subjetividade, eu-lírico, emoção etc.) e também que indiquem a quais formas poéticas do gênero lírico pertencem cada um deles (soneto, canção, ode, elegia).

Como atividade pós-aula, peça que os alunos, em duplas, pesquisem elementos líricos presentes em canções brasileiras ou poesias de sua preferência. Não se esqueça de lembrar às duplas que indiquem o nome do(s) compositor(es) e autor(es) das músicas/poemas selecionados.

2ª aula

Inicie a aula retomando os conteúdos da aula anterior. Selecione algumas duplas e peça que apresentem as canções/poemas que trouxeram de casa e indiquem as características líricas encontradas (não há necessidade de que todos os grupos apresentem os resultados. Ainda assim, certifique-se de que todos fizeram a atividade proposta). O objetivo é concluir que o lirismo é uma característica presente em vários períodos da literatura, e também da música popular, adaptando-se ao contexto de sua época.

Distribua aos alunos cópias da reportagem “No fundo de Cartola”, de Veja, junto das letras das músicas de Cartola. Faça uma leitura do texto com os alunos, apontando as peculiaridades do método de composição do cantor, bem como aquilo que podem ser considerados os temas principais da obra de Cartola: o amor, a solidão, a fé e a exaltação do samba e da Mangueira.

Pergunte aos alunos se eles já haviam sido apresentados à obra de Cartola, e se conhecem alguma de suas canções.

Com base nas respostas dos alunos contextualize a vida e a obra do compositor, deixando claro seu papel como um dos principais nomes do samba e da música popular brasileira. Caso ache necessário, ilustre sua aula com algumas imagens do compositor e do Rio de Janeiro no início do século 20.

Depois, execute as canções “O mundo é um moinho” e “Autonomia” e peça que os alunos acompanhem atentamente as letras. Pergunte aos alunos se é possível encontrar semelhanças entre o tema das canções e o “Soneto de Separação”, de Vinícius de Moraes, e “Amor é fogo que arde sem se ver”, de Luís de Camões. Anote os apontamentos dos alunos na lousa. Em seguida, execute as canções “Tempos idos” e “Autonomia”, novamente pedindo aos alunos que acompanhem a letra. Pergunte aos alunos sobre as possíveis comparações entre as canções e os poemas “Elegia ao Amor”, de Florbela Espanca, e a ode “Bocas roxas de vinho”, de Ricardo Reis. Anote as ideias dos alunos no quadro. Faça os apontamentos que julgar necessários, ou que não tenham sido observados pelos alunos.

Termine a aula executando a canção “As rosas não falam”, de Cartola e, se possível, exiba alguns trechos do filme sobre o compositor para a turma.

LETRAS DAS CANÇÕES DE CARTOLA UTILIZADAS NESTA SEQUÊNCIA DIDÁTICA

O mundo é um moinho (Cartola)

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho.
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

Autonomia (Cartola)

É impossível nesta primavera, eu sei
Impossível, pois longe estarei
Mas pensando em nosso amor, amor sincero
Ai! se eu tivesse autonomia
Se eu pudesse gritaria
Não vou, não quero
Escravizaram assim um pobre coração
É necessário a nova abolição
Pra trazer de volta a minha liberdade
Se eu pudesse gritaria, amor
Se eu pudesse brigaria, amor
Não vou, não quero.

As rosas não falam (Cartola)
Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão,
Enfim
Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim
Queixo-me às rosas,
Mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai
Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim

Tempos idos (Cartola/ Carlos Cachaça)

Os tempos idos
Nunca esquecidos
Trazem saudades ao recordar
É com tristeza que eu relembro
Coisas remotas que não vêm mais
Uma escola na Praça Onze
Testemunha ocular
E junto dela balança
Onde os malandros iam sambar
Depois, aos poucos, o nosso samba
Sem sentirmos se aprimorou
Pelos salões da sociedade
Sem cerimônia ele entrou
Já não pertence maos à Praça
Já não é mais o samba de terreiro
Vitorioso ele partiu para o estrangeiro
E muito bem representado
Por inspiração de geniais artistas
O nosso samba de, humilde samba
Foi de conquistas em conquistas
Conseguiu penetrar o Municipal
Depois de atravessar todo o universo
Com a mesma roupagem que saiu daqui
Exibiu-se para a duquesa de Kent no Itamaraty

Verde que te quero rosa (Cartola/ Dalmo Castelo)
Verde como céu azul a esperança
Branco como a cor da Paz ao se encontrar
Rubro como o rosto fica junto a rosa mais querida
É negra toda tristeza se há despedida na Avenida
É negra toda tristeza desta vida
É branco o sorriso das crianças
São verdes, os campos, as matas
E o corpo das mulatas quando vestem Verde e rosa, é
Mangueira
É verde o mar que me banha a vida inteira
Verde como céu azul a esperança
Branco como a cor da Paz ao se encontrar
Rubro como o rosto fica junto a rosa mais querida
É negra toda tristeza se há despedida na Avenida
É negra toda tristeza desta vida
É branco o sorriso das crianças
São verdes, os campos, as matas
E o corpo das mulatas quando vestem Verde e rosa, é a
Mangueira
É verde o mar que me banha a vida inteira
Verde como céu azul a esperança
Branco como a cor da Paz ao se encontrar
Rubro como o rosto fica junto a rosa mais querida
É negra toda tristeza se há despedida na Avenida
É negra toda tristeza desta vida
Verde que te quero Rosa (é a Mangueira)
Rosa que te quero Verde (é a Mangueira)
Verde que te quero Rosa (é a Mangueira)
Rosa que te quero Verde (é a Mangueira)
 
Avaliação

Observe se os alunos compreenderam os principais conceitos trabalhados em sala de aula: 1. as principais características gênero lírico; 2. a presença do lirismo em diversas fases da literatura; 3. a possibilidade de comparação entre os textos poéticos e as canções de Cartola; 4. a biografia de Cartola e a sua importância para a formação da música brasileira no século 20. Caso considere pertinente, peça aos alunos que produzam, em grupo ou individualmente, um texto poético em que estejam presentes características do gênero lírico e suas formas poéticas componentes, tendo como base os textos utilizados nas aulas.

Quer saber mais?
BibliografiaAlmanaque do Samba. André Diniz. Editora Jorge Zahar, 2006.
Antologia Poética. Vinícius de Moraes. Companhia de Bolso, 2009.
Cartola. Mônica Ramalho. Editora Moderna, 2004.
200 sonetos. Luís Vaz de Camões. Editora L&PM, 2006.
Nova história da Música Popular Brasileira. Cartola. Vários autores. Editora Abril, 1977.
Odes de Ricardo Reis. Fernando Pessoa. Editora L&PM, 2006.
Poesia de Florbela Espanca, vol. 1 e 2. Editora L&PM, 2002.

Discografia
Cartola. EMI Brasil, 1998 (LP original:1974)
Cartola. EMI Brasil, 1998 (LP original: 1976).
Verde que te quero rosa. Série 100 anos de música. BMG Brasil, 2001 (LP original: 1977).
Cartola 70 anos. Série 100 anos de música. BMG Brasil, 2001 (LP original: 1978).

Filmografia
Cartola: música para os olhos. Direção: Lírio Ferreira e Hilton Lacerda. Cor. Brasil, 2007. 88 minutos.
 

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